“Capitu, olhos de mar” leva ao palco nova versão teatral de Dom Casmurro

capitu

Foto: Bob Souza

O espetáculo “Capitu, olhos de mar”, adaptação teatral de Kiko Rieser para o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, é especialmente destinado ao público juvenil. O clássico texto literário trata da paixão entre dois jovens, Bentinho e Capitu, o que faz com que a história seja de fácil reconhecimento pelos adolescentes de hoje. Ao levá-la ao palco, o objetivo do autor e do elenco é falar de igual para igual com o público jovem e fomentar o gosto pela leitura e pelo teatro. Depois de “testado” em dezenas de apresentações em escolas do interior do Estado, “Capitu, olhos de mar” começa agora temporada em São Paulo. A peça terá oito apresentações no Teatro MuBE Nova Cultural, sempre aos sábados, às 18 horas, de 10 de Agosto a 5 de Outubro.

Onde

Teatro MuBE Nova Cultural

Avenida Europa 218, Jardim Paulista, tel. 2594-2601

Quanto

R$ 20,00 (R$ 10,00, meia-entrada)

à venda na bilheteria do teatro e pela CompreIngressos [em http://www.compreingressos.com e 4062-0116]

Duração

60 minutos

Indicação etária

Livre para todas as idades

Para saber mais

Uma das cenas de Capitu, olhos de mar, espetáculo que, segundo o dramaturgo Kiko Rieser, “busca retomar o vigor juvenil do romance [Dom Casmurro, de Machado de Assis] com uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano”

Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, escreveu Dom Casmurro há mais de 100 anos, em 1899. O romance tornou-se um de seus livros mais conhecidos e há muito vem sendo objeto de estudos crítico e de releituras e várias adaptações para cinema, teatro e tevê. Sem nunca perder a atualidade e conquistando sempre novos e entusiasmados leitores.

O jovem paulistano Kiko Rieser, ator, diretor e dramaturgo, dedicou-se também a recriar Dom Casmurro no teatro. Um dos diferenciais de sua peça, “Capitu, olhos de mar”, é que esta é uma “adaptação juvenil do romance, que privilegia o jogo como componente principal da encenação”.

“Elegi como pedra fundamental da minha leitura do romance e desta adaptação a força da própria literatura, representada pelo relato do protagonista Bentinho, seja no livro ou no palco”, diz Rieser, que é também o diretor da peça.

Ciúme doentio – Segundo Kiko Rieser, fundindo-se a narrativa de Machado com a narração de Bentinho, a história tem o poder de conduzir tanto o leitor do romance como o espectador de ‘Capitu, olhos de mar’ por diversos pontos de vista, induzindo a algumas conclusões tiradas por Bentinho, ao mesmo tempo em que, pela construção argumentativa, dá pistas que nos lançam na contramão da tese defendida pelo narrador.

“Seu ciúme doentio, sua memória falha, seu poder de imaginação, as semelhanças casuais entre pessoas sem qualquer tipo de parentesco e mesmo sua formação em direito são pontos levantados que põem em cheque a acusação de traição que ele lança contra Capitu. E é justamente o ponto de vista questionável desse relato que acaba com o amor de uma vida inteira. Bentinho tenta nos convencer através de sua manipulação narrativa dos fatos, da mesma forma que convenceu a si próprio de algo nunca comprovado.”

“A narração de Bentinho, posta no palco, o transforma em um contador de histórias, remetendo às origens da literatura, em sua tradição oral, quando era transmitida pelos rapsodos gregos”, acrescenta Kiko Rieser.

Vigor juvenil – A encenação de “Capitu, olhos de mar” é absolutamente despojada. São apenas quatro atores para a interpretação de dezesseis diferentes personagens, movimentando-se em um palco praticamente vazio. Todas as trocas de roupas são feitas em cena e a trilha sonora é executada ao vivo pelos atores.

Os quatro atores – Diego Andrade, Áurea Giovanini, Leonardo Laender e Maria Fernanda Batalha – são todos eles muito jovens, e fazem a encenação com o entusiasmo e o empenho próprios da idade.

A narração de Bentinho se mistura aos diálogos e às ações. Conta como ele e Capitu, amigos de infância, descobriram estar apaixonados um pelo outro e consolidaram este amor, passando pelo impedimento da família dele, que o queria padre, e pelos ciúmes doentios que ele sentia por ela. A suspeita de uma traição jamais confirmada leva o espectador a tomar um partido da história, acreditando na culpa ou na inocência de Capitu ou, ainda, abstendo-se do julgamento. Seja como for, a dúvida jamais será abolida.

“O foco da história está no amor entre os jovens Bentinho e Capitu”, diz Marcelo Sollero, produtor do espetáculo. “O frescor da relação entre eles e as situações evocadas fazem com que esta fábula seja de fácil reconhecimento pelos adolescentes de hoje, ainda que narrada com a refinada linguagem de Machado de Assis, típica do século XIX. ”

Na adaptação de Kiko Rieser e na montagem da peça, os objetivos de “Capitu, olhos de mar” são os de retomar o vigor juvenil do romance com uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano e de fomentar o gosto pela leitura e pelo teatro.

Testado e aprovado – “Capitu, olhos de mar” começa no sábado 10 de Agosto uma temporada paulistana com espetáculos no Teatro MuBE Nova Cultural (sempre aos sábados, 18 horas, até 5 de Outubro).

espetáculo chega à cidade “testado e aprovado”. No final do ano letivo de 2012 o grupo realizou cerca de 40 apresentações em escolas de várias cidades do interior do Estado de São Paulo, falando diretamente com o público a que se destina – jovens a partir de 13-14 anos –, sempre com entusiasmada receptividade.

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