2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo

e na terra

Com direção de Gonçalo Tocha: Prêmio “Golden Gate award for Best Documentary” – San Francisco International Film Festival (USA), entre outros.

A Mostra traz à capital paulista um panorama de importantes filmes portugueses produzidos entre 2000 e 2012.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 16 a 28 de julho de 2013, a 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo. Com o objetivo de difundir o cinema lusitano no Brasil. Sob o tema “Outros caminhos do cinema português”, a mostra apresenta 12 longas e 7 curtas, além de uma homenagem especial a Fernando Lopes, um dos nomes de referência do Cinema Novo Português, falecido em maio de 2012. Serão apresentados 5 longas de Lopes, mais um documentário sobre sua vida e obra.

“O objetivo da Mostra Cinema Português Contemporâneo é ser um espaço anual do cinema português no Brasil, dando a conhecer ou a rever uma seleção de filmes portugueses de grande qualidade, mas pouco exibidos no Brasil”, afirmam os diretores e curadores da mostra Carolina Dias e José Barahona.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

Terça-feira – 16 de julho: Sessão de abertura


19h – O Barão *

Direção: Edgar Pêra

Ficção, 88min, 2011 – Classificação indicativa: 14 anos

O Barão, inspirado na obra de Branquinho da Fonseca, é um remake neuro-gótico de um filme fantasma realizado durante a II Guerra Mundial.Proibido pelo Ditador por retratar um tiranete, um vampiro marialva que aterrorizava os habitantes de uma região montanhosa.

A narrativa, expressionisticamente hipnótica, conduz o Inspetor-Narrador-Espectador por uma natureza insólita até ao castelo do Barão. O Barão é um camaleão emocional. Ora se apresenta dócil, ou irascível, um homem-javali, “uma pura besta”. Vive um amor aprisionado, dentro e fora de si. Um amor inatingível. Um ideal corrompido. Idalina, criada aristocrata paira pelo castelo. A sua esguia e esquiva figura perturba o Inspector. E o Barão. O Inspetor é arrastado para uma noite sem contornos definidos. Figuras mitológicas irrompem no intervalo: uma Tuna escravizada, músicos encapuçados liderados por um maestro ciclope. Terror Castiço. Tudo se precipita.

Quarta-feira – 17 de julho:
17h – Fernando Lopes, provavelmente

Direção de João Lopes

Documentário, 94min, 2008 – Classificação indicativa: 12 anos

Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo Português e o desejo utópico de transformar o mundo.Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados, em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.


19h – O Fantasma

Direção: João Pedro Rodrigues

Ficção, 90’, 2000 – Classificação indicativa: 18 anos

Sérgio passa os dias entre um quarto alugado num hotel barato, sexo anônimo e o seu trabalho na coleta do lixo do setor norte de Lisboa. Mas uma noite os seus olhos se deparam com o fantasma dos seus sonhos, e ele acorda na obsessão do amor…

Prêmios:

Melhor Filme Estrangeiro, Festival de Belfort – Entrevues

Melhor Filme – New Festival, Nova York

Seleção official do Festival de Veneza

Quinta-feira – 18 de julho:
17h30 – Belarmino  – Sessão seguida de “Conversa sobre Fernando
Lopes”

Direção: Fernando Lopes

74min, 1964 – Classificação indicativa: 12 anos

O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas perambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota se cruzam num filme que mistura documentário, ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos. Primeiro longa-metragem de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo Português.

19h40 – Uma Abelha Na Chuva

Direção: Fernando Lopes

76min. 1972 – Classificação indicativa: 14 anos

Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.

Adaptação do romance homônimo do escritor neorrealista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.

Sexta-feira – 19 de julho:


15h30 – Nós Por Cá Todos Bem

Direção: Fernando Lopes

80min, 1978 – Classificação indicativa: 10 anos

O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa.

Possui uma forte componente documental, quebrando com os mecanismos convencionais da ficção que também utiliza. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.


17h – O Delfim

Direção: Fernando Lopes

83min., 2002 – Classificação indicativa: 14 anos

Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.

19h – A Cara Que Mereces

Direção: Miguel Gomes

Ficção, 108’, 2004 – Classificação indicativa: 10 anos

Francisco, comporta-te! Bem sei que hoje fazes 30 anos, que é carnaval e que vestes de cowboy na festa do colégio, cercado por miúdos que detestas. Controla-te, rapaz…! Não vês que assim já não te aturam? E depois, como é que é? Partes a cabeça, vais para o hospital, ficas com sarampo e já não tens ninguém para tratar de ti… Como à Branca de Neve, davam-te jeito sete anões… Francisco, repete comigo: “Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu, depois tens a cara que mereces”.

Prêmios: Prêmio de Melhor Fotografia para um filme português, Prêmio da Crítica – IndieLisboa 2004; Menção Honrosa – Festival de Cinema da Covilhã 2004

Sábado – 20 de julho:

15h – É Na Terra Não é Na Lua

Direção: Gonçalo Tocha

Doc, 185min, 2011 – Classificação indicativa: 10 anos

Um homem-câmara e um homem-som chegam à Ilha do Corvo, um rochedo de 17km2, uma cratera de vulcão e uma única vila de 440 pessoas. Gradualmente a equipe de rodagem é aceita como habitante, mais duas pessoas a juntar a uma civilização com quase 500 anos de vida mas com poucos registros e memória escrita.

Prêmios

Menção Especial do Júri na Competição Cineastas do Presente  – Festival de Locarno (Suíça)

Grande Prêmio para melhor filme na competição internacional  – Doclisboa (Portugal)

Prêmio Melhor Filme na competição “Cine del Futuro”  – BAFICI (Argentina)

Prêmio “Golden Gate award for Best Documentary” – San Francisco International Film Festival (USA)

Prêmio Melhor Filme na competição “Documentários de Creaccion” – Documenta Madrid (Espanha)

18h30 – A Vingança de Uma Mulher –  Encontro com a diretora Rita Azevedo Gomes

Direção: Rita Azevedo Gomes

Ficção, 2011, 100min. – Classificação indicativa: 16 anos

Roberto é um dândi impassível, indecifrável e enigmático. Goza do prazer aristocrático de causar espanto. Das mulheres, que conhece em todas as variedades da sua espécie e raça,  já nada o pode espantar. A verdade é que Roberto sente o profundo tédio de quem esgotou todos os prazeres e encantos desta vida. No entanto…  Uma certa noite, deixa-se tentar por uma mulher que o intriga e lhe lembra alguém… Nessa noite, de descida aos céus e de subida aos infernos, essa mulher escancara-lhe  o suplício da vida que é agora a sua. E, no meio de terríveis prazeres, Roberto entrevê o sublime do horror em que, obstinadamente, aquela mulher mergulhou.

Sai dali fechado sobre si mesmo, marcado pela visão de um certo amor que, afinal, nunca viveu.

Prêmios

Melhor Filme de Ficção – XIX Cinesul Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo Rio de Janeiro, 2012

Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor  Figurino – Caminhos do Cinema Português Coimbra, Potugal, 2012

Domingo – 21 de julho:
16h – A Piscina

Direção: Iana Ferreira e João Viana

Portugal, 16’, 2004 – Classificação indicativa: 14 anos

A forma como atravessamos de uma só vez uma piscina pública faz lembrar a vida desde que nasce até ao fim.

Prêmios

Melhor Curta Metragem 2006ALCIMÉ – Festival International du Film d’Aubagne, France

Menção Especial pela qualidade da Fotografia Marché du Film Court – Clermont-Ferrand

Prêmio ASOLO per la sezione Film Sull’Arte – International Art Film Festival , Slovakia

Palácios de Pena*

Direção: Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt

Ficção, 59’, 2011 – Classificação indicativa: 16 anos

Assombradas pelas suas próprias vidas sem rumo, duas pré-adolescentes se reencontram quando visitam a avó doente. No meio das suas fantasias com um passado medieval – consumido pelo medo e pelo desejo – as meninas sofrem uma transformação e enfrentam um legado de opressão. “O amor é, finalmente, um cruzamento de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias, uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um enrolar de coxas, quem disser o contrário é uma besta”. Gregório de Mattos (séc. XVII)

Prêmios

Melhor Filme de Ficção, Chicago Underground Film Festival, 2012

Prêmio Lawrence Kasdan Award para Melhor Filme de Ficção, Ann Arbour Film Festival, 2012

17h15 – Debate sobre cinema português com os diretores Rita Azevedo Gomes e
Marcelo Félix


18h30 – A Arca do Éden – Encontro com o diretor Marcelo Felix

Direção: Marcelo Félix

Doc., 80 min, 2011 – Classificação indicativa: Livre

A arca do Éden é uma viagem em vários tempos. Uma viagem de salvamento (de uma floresta com todas as plantas existentes, ameaçada de extinção; de um conhecimento do mundo e das maneiras de lembrá-lo; de imagens quase perdidas que têm de ser descobertas e restauradas), cuja imensidão os seus protagonistas vão percebendo à medida que enfrentam a sua complexidade. Uma viagem feita de presente e de memórias: onde relances de histórias esquecidas e precárias visões contemporâneas participam de uma mesma luta contra o tempo.

Prêmios:

Melhor Filme Sobre Arte – Festival TEMPS D’IMAGES, Lisboa, 2011;

Melhor Filme – MOVE CINE ARTE, Monte Verde, Brasil, 2012

 

Terça-feira – 23 de julho:
18h – Uma Abelha Na Chuva

Direção: Fernando Lopes

76min. 1972 – Classificação indicativa: 14 anos

Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.

Adaptação do romance homônimo do escritor neorrealista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.


19h30 – Hope 

Direção: Pedro Sena Nunes

Portugal / Experimental /10min. / 2010 – Classificação indicativa: 14 anos

O encontro animal entre homem e mulher concebe a prisão aquática do desejo. A mulher entrega-se a uma existência sutil, graciosa. A fusão com aquilo que a natureza em si desperta a faz desdobrar-se em novos mundos, mundos de fome, sobrevivência; sublime realidade. Gera-se uma nova vida; move-se, respira, subsiste num lugar de ecos embrionários. O acordar do toque na matéria densa a faz por fim confrontar-se com a sua própria efemeridade e o poder destrutivo da criação. O homem a aparecer e a desaparecer.

Prêmios

Vencedor Prêmio APMP – Prêmio Nacional Multimédia, Portugal, 2010

1º Prêmio Ensaio Multimédia – Festival Curtas Sadinas, 2010

1º Prêmio Mostra Cinema Português  – Fantasporto, Portugal, 2011

 

Angst

Direção: Graça Castanheira

Documentário, 53′, 2010 – Classificação indicativa: 10 anos

Optando por uma narrativa extremamente pessoal, a cineasta portuguesa Graça Castanheira elabora uma reflexão sobre o estágio atual da humanidade. Analisa os impasses do desenvolvimento humano, da superpopulação ao risco de esgotamento do espaço disponível para a ocupação do planeta e dos estoques de energia disponíveis para o funcionamento da civilização como a conhecemos. Explora, ainda, as contradições de uma espécie sem predadores que se impôs sem conseguir até agora afirmar sua superioridade com um equilíbrio sustentável.

Prêmios

Prêmio Ulisse Melhor Documentário – Festival francês CINEMED

Menção Honrosa CineEco 2011 e o Prêmio da Juventude Universidade Lusófona,

Prémio de Melhor Documentário Troféu Andorinha Curta – Festival Cineport 2011

 

Quarta-feira – 24 de julho:
17h15 – Lá Fora

Direção: Fernando Lopes

107min, 2004 – Classificação indicativa: 14 anos

Laura é jornalista na televisão. José Maria corretor na bolsa. Há algum tempo que ele a vigia à distância, sem que ela o saiba, no condomínio fechado em que ambos vivem. Um dia, um programa de televisão faz com que se encontrem. E percebe-se a o que cada um sente pelo outro. Será apenas um jogo de sedução?

Ou será que o amor ainda é possível?

 

19h30 – Sessão de curtas:

Directo 

Direção: Luís Alvarães e Luís Mário Lopes

Portugal/ 13min. / 2010 – Classificação indicativa: 14 anos

Enquanto a empregada põe a mesa para jantar, um casal assiste ao vivo, pela televisão, a um assalto a banco. Os assaltantes fizeram dois reféns e estão na mira dos atiradores de elite da polícia. Na sala, os celulares não param de tocar. O marido revela que é ele quem tem de dar a ordem para matar os assaltantes. Já nada pode travar a execução.

Prêmios

Melhor Filme  – Festival de Cinema de Arouca, 2012

Grande Prêmio do Júri AMADIS – Fest’Afilm, Festival Intern. du Film Lusophone et Francophone de Montpellier – França, 2011

Prêmio Andorinha Curta-metragem – Melhor Ficção – Cineport, Brasil, 2011

 

Kali, o Pequeno Vampiro 

Direção: Regina Pessoa

Portugal/Canadá/França/Suiça, Animação, 9min, 2012 – Classificação indicativa: 10 anos

Esta é a história de um rapaz diferente dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol.
Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demônios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz.
Um dia ele vai desaparecer… ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança.

Prêmios

Hiroshima Prize – Hiroshima International Animation Festival, Japan

Prêmio Pixel Bunker para Melhor Curta Metragem Portuguesa – Menção Honrosa, Prêmio Onda Curta – IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente, Portugal

Prêmio Canal Plus  – Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema, Portugal

Special Prize of the Jury for Best Animation  – Animanima International Animation Festival, Serbia

Menção Especial, Prémio Melhor Banda Sonora Original – Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, Portugal

Adult Jury Prize – Animated Short Film  – Chicago International Children’s Film Festival, USA

O Nome e o N.I.M. *

Direção: Inês Oliveira

Ficção, 25min, 2003 – Classificação indicativa: 14 anos

“O Exército Português recrutou mais uma vez milhares de cidadãos nacionais para cumprirem o Serviço Militar Obrigatório. Dá-lhes um Número de Identificação Militar (N.I.M.). Na tropa, ninguém se conhece pelo nome próprio. Às dez da noite as luzes vão abaixo nas camaratas. ‘Tás a ouvir? ‘Tás a ouvir ou não? Eu não te conheço de lado nenhum, mas para mim és como meu irmão”.

Prêmios

Grande Prêmio para a Melhor Curta Metragem 2004 – Premiers Plans, Festival d’Angers ,França;

Prêmio Vision Globale – Melhor Curta Metragem 2003 – Festival Int. Nouveau Cinéma Nouveaux Médias Montréal , Canada;

Prêmio Revelação (Curta Metragem) – 7º Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte

Melhor Curta Metragem (Competição Nacional) e Jameson Short Film Award 2003 – Festival Int. Curtas Metragens de Vila do Conde , Portugal

Os Olhos do Farol

Direção: Pedro Sarazina

Animação, 15min, 2010 – Classificação indicativa: Livre

Numa ilha rochosa e árida, um faroleiro vive isolado com a sua filha. Do alto da sua torre o pai vela rigorosamente pelo horizonte e pela segurança dos barcos que passam. Sem outra companhia, a menina desenvolve uma cumplicidade única com o mar, que lhe traz brinquedos sob a forma de objetos. Ao ritmo das ondas, estes objetos desvendam acontecimentos antigos, memórias que as marés não conseguem apagar…

Prêmios

Melhor Animação –  Lucas International Children’s Film Festival , Alemanha;

Melhor Curta Metragem CINEPORT – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, Brasil;

Melhor Curta do Mês de Junho, Melhor Animação 2011-  Shortcutz Lisboa, Portugal;

Menção Especial Júri Curta-Metragem – AniMadrid Pozuelo de Alarcón – Comunidad de Madrid

Quinta-feira – 25 de julho:

17h30 – Fernando Lopes, Provavelmente

Direção de João Lopes

Documentário, 94min, 2008 – Classificação indicativa: 12 anos

Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo Português e o desejo utópico de transformar o mundo.Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados, em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.

19h15 – Nós Por Cá Todos Bem

Direção: Fernando Lopes

80min, 1978 – Classificação indicativa: 10 anos

O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa.

Possui uma forte componente documental, quebrando com os mecanismos convencionais da ficção que também utiliza. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.


Sexta-feira – 26 de julho:
17h30 – O Delfim

Direção: Fernando Lopes

83min., 2002 – Classificação indicativa: 14 anos

Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.

19h – Alice  **

Direção: Marco Martins

Ficção, 102min, 2005 – Classificação indicativa: 16 anos

Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez. Todos os dias Mário (Nuno Lopes), o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu. A obsessão de encontrá-la leva-o a instalar uma série de câmaras de vídeo que registam o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anônima, Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal… A dor brutal causada pela ausência de Alice transformou-o numa pessoa diferente, mas essa procura obstinada e trágica é talvez a única forma que ele tem para continuar a acreditar que um dia Alice vai aparecer.

Prêmios

Prêmio Regards Jeunes – Melhor Filme da Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2005;

Prémio Revelação e Melhor Actor (Nuno Lopes)– Festival de Cinema Luso-Brasileiro, (2005)

Melhor Realização, Melhor Fotografia e Prémio FIPRESCI para Melhor Filme – Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, Argentina (2006)

Melhor Primeira Obra –Raindance Film Festival, Reino Unido (2006)

Prémio de Realizador Revelação –Festival Las Palmas, Espanha (2006)

Melhor FilmeGlobo de Ouro, Portugal (2006) – Melhor Actor (Nuno Lopes) e Melhor Filme –Coimbra Caminhos do Cinema Português (2006)

Melhor Realizador, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Música –Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (2006)

Melhor Longa-Metragem –Festival dos Cinemas do Mediterrâneo, Portugal (2006)

Sábado – 27 de julho:
16h – Belarmino

Direção: Fernando Lopes

74min, 1964 – Classificação indicativa: 12 anos

O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas perambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota se cruzam num filme que mistura documentário, ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos. Primeiro longa-metragem de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo Português.

18h30 – A Nossa Forma de Vida

Direção: Pedro Filipe Marques

Doc., 91min, 2011 – Classificação indicativa: 10 anos

O casamento entre o eterno proletário Armando e a dona de casa Maria Fernanda sobrevive há 60 anos. Como parceiros do mesmo crime, a partilha das suas visões do mundo transforma o cotidiano de um país em decadência económica numa breve comédia da vida. Num filme com a forma de iglu, estes guardiões do passado deixam o mundo dos mass media inundar a sua torre de controle, desenhando um retrato no presente da experiência da classe trabalhadora portuguesa.

Prêmios

Melhor Primeira Obra – DocLisboa 2011

Menção Especial do Júri do Prêmio Joris Ivens – Cinéma du Réel 2012

Menção Especial do Júri – Documenta Madrid 2012

Grande Prêmio do Festival, Cidade de Coimbra; Prêmio para o Melhor Realizador; Prêmio D. Quijote, FICC/IFSS do Júri Internacional e dos Cineclubes – Caminhos do Cinema Português 2012

Extra Muros Award – 7th PRAVO LJUDSKI Film festival 2012 (Sarajevo, Bosnia Hersegovina)

Domingo – 28 de julho:
15h30 – Lá fora

Direção: Fernando Lopes

107min, 2004 – Classificação indicativa: 14 anos

Laura é jornalista na televisão. José Maria corretor na bolsa. Há algum tempo que ele a vigia à distância, sem que ela o saiba, no condomínio fechado em que ambos vivem. Um dia, um programa de televisão faz com que se encontrem. E percebe-se a o que cada um sente pelo outro. Será apenas um jogo de sedução?

Ou será que o amor ainda é possível?


17h30 – Branca de Neve  **

Direção: João César Monteiro

Ficção, 75’, 2000 – Classificação indicativa: 12 anos

“O soluço é a melodia da tagarelice walseriana. Revela-nos de onde vêm os seus preferidos. Da loucura, e de mais nenhuma parte. São personagens que atravessaram a loucura e é por isso que permanecem de uma superficialidade tão dilacerante, tão totalmente inumana, imperturbável. Se quisermos designar numa palavra o que têm simultaneamente de engraçado e terrível, podemos dizer: estão todos curados. Claro que não saberemos nunca qual foi o processo dessa cura, a menos que ousemos debruçar-nos sobre a sua Branca de Neve”.

19h – Filme do Desassossego

Direção: João Botelho

Ficção, 120min, 2010 – Classificação indicativa: 16 anos

Lisboa, hoje. Um quarto de uma casa na Rua dos Douradores. Um homem inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos torna-se física, palpável, visível. O próprio texto torna-se matéria na sua sonoridade musical. E, diante dos nossos olhos, essa música sentida nos ouvidos, no cérebro e no coração, espalha-se pela rua onde vive, pela cidade que ele ama acima de tudo e pelo mundo inteiro. Filme desassossegado sobre fragmentos de um livro infinito e armadilhado, de uma fulgurância quase demente mas de genial claridade. O momento solar de criação de Fernando Pessoa. “A solidão absoluta e perfeita do EU, sideral e sem remédio. Deus sou eu!”, também escreveu Bernardo Soares.

Prêmios:

Melhor Filme e Melhor Ator (Cláudio da Silva) – SPA 2011 (Sociedade Portuguesa de Autores)

* Este filme terá legendas em inglês.
** Este filme não terá legendas

Serviço:

2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo

Direção e Curadoria: Carolina Dias / José Barahona

Realização: Refinaria Filmes

Datas: de 16 a 28 de julho de 2013

Capacidade50 lugares

Endereço: Praça da Sé, 111 – 6º andar, Centro – São Paulo, SP

Informações: (11) 3321-4400

Entrada gratuita

Programação completa, com horários e classificação indicativa disponíveis no link

http://refinariafilmes.com.br/mostra/ii-mostra-cinema-portugues-contemporaneo/

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s