Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar

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Exposição em comemoração ao centenário do grande cronista capixaba chega ao Museu da Língua Portuguesa

Abertura: 24 de junho de 2013, às 19h30

Visitação: 25 de junho a 02 de setembro de 2013

O Museu da Língua Portuguesa, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, abre ao público, no próximo dia 25 de junho, a exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”. A mostra interativa comemora o centenário do autor e reúne textos, documentos, correspondências, desenhos, pinturas, fotografias, objetos, depoimentos em vídeos e publicações, para que os visitantes – em especial as novas gerações – possam mergulhar no universo deste grande escritor. Nascido em 12 de janeiro de 1913, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, Rubem Braga elevou a crônica à potência máxima na literatura brasileira.  

A concepção e realização do projeto são do Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES) e da Empório Empreendimentos Artísticos. A realização é do Governo do Estado do Espírito Santo. 

A curadoria da exposição é de Joaquim Ferreira dos Santos – ele próprio escritor, jornalista e cronista –, que mergulhou nos arquivos integralmente cedidos pela família de Rubem Braga, e ainda nos documentos e fotografias já doados à Fundação Casa de Rui Barbosa, para traçar o percurso da exposição. O projeto cenográfico é de Felipe Tassara.

Joaquim Ferreira dos Santos afirma que Rubem Braga, em uma frase rápida, é o prazer de ler. “Ele vai atravessar todas as gerações. Suas crônicas falam dos detalhes, das cenas cotidianas, dos consensos da humanidade, e são embrulhadas uma a uma com um texto que veste a roupa da língua comum”. O curador observa não ser à toa que chamam Rubem Braga de inventor da moderna crônica brasileira. “O gênero já existia, vinha desde José de Alencar, passara pela maestria de Machado de Assis, a carioquice peripatética de João do Rio. Foi Rubem quem lhe acrescentou lirismo poético e a influência, bem humorada e coloquial, dos modernistas de 1922. É o formato que a gente conhece hoje, por exemplo, em textos de Veríssimo”, explica.

O diretor técnico do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos de Moraes Sartini, afirma que a obra de Rubem Braga é muito apropriada, por sua simplicidade cativante e enorme qualidade, para promover a aproximação entre os jovens frequentadores do Museu e os bons livros. “Estamos muito felizes com a exibição da mostra ‘Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar’ no Museu da Língua Portuguesa”.  

O Secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo, ressalta que o Museu da Língua Portuguesa vem conseguindo, por meio de exposições como estas, conquistar um público diversificado, que encontra no local soluções criativas na abordagem de um patrimônio que é imaterial. “Museus devem ser principalmente lugares para o desenvolvimento de experiências humanas. O Museu da Língua alcança isso proporcionando uma vivência multissensorial das questões desenvolvidas em suas mostras”.  

Estarão na mostra vídeos com depoimentos de amigos próximos, que conviveram com Rubem Braga, como Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, Lygia Marina, José Hugo Celidônio, entre outros.

“Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar” será dividida em módulos temáticos: Retratos, Redação, Guerra, Passarinhos e Cobertura, que abordarão sua infância em Cachoeiro de Itapemirim; o dia-a-dia em jornais como redator, repórter político e também de artes plásticas; sua ação como correspondente de Guerra na Itália; sua paixão por pássaros, tema recorrente de seus textos; e sua lendária cobertura em Ipanema, no Rio, um pedaço do mundo rural em plena selva urbana, com pomar e passarinhos.  

Cada um desses espaços terá uma concepção visual de modo a provocar no espectador a ideia de imersão no universo ali retratado. Assim, na sala Retratos, imagens do escritor, em diversas épocas de sua vida, ocupam uma parede. Em Capital Secreta do Mundo estarão dez caixas suspensas que, ao serem abertas, revelam textos, documentos e fotos. EmRedação, reproduções de páginas de jornal cobrirão paredes e chão, e dez mesas, típicas das existentes dos jornais da época, trarão um tema cada um, que será explorado pelo espectador a partir de iPads acoplados a antigas máquinas de escrever, como se fossem folhas de papel. As mesas temáticas, que mostram suas várias facetas, atividades e interesses, são: Espírito Santo, Manchete, Diplomata, O andarilho, Homem de televisão, Editor, Repórter, Escritor, Arte, O homem Rubem Braga. 

No espaço Guerra, em uma mesa estarão dez telefones antigos, típicos dos anos 1940, que, ao serem tirados do gancho, trarão músicas, jingles, trechos de programas de rádio e noticiário ouvidos na época da Segunda Guerra Mundial. E, pendurados no teto, aviões de papel, feitos na técnica japonesa de dobradura, o origami. No último espaço, Cobertura, será reproduzida sua famosa cobertura, palco de reuniões memoráveis com amigos artistas e intelectuais. Nela, serão projetados os depoimentos em vídeo de Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, entre outros.

Depois de São Paulo, a exposição irá para o Rio de Janeiro, no Prédio da Manchete; e, por fim, ficará permanentemente no Município de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, na Casa da Família Braga. 

Ficha técnica:
Curadoria: Joaquim Ferreira dos Santos
Projeto cenográfico: Felipe Tassara
Concepção e realização: Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES)
e Empório Empreendimentos Artísticos 
Coordenação e Produção Executiva: Luciana Vellozo Santos e Robson Outeiro / Empório Empreendimentos Artísticos e Culturais
Realização: Governo do Estado do Espírito Santo/ Secretaria de Estado da Cultura 
Ministério da Cultura
Parceria: Instituto Sincades
Apoio: Fundação Casa de Rui Barbosa e
 Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim.

Serviço: Exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”
Museu da Língua Portuguesa
Abertura: 24 de junho de 2013, às 19h30
Visitação: de 25 de junho a 2 de setembro
Endereço: Praça da Luz s/n; tel.: (11) 3322-0080
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria fecha às 17h). Fechado às segundas. Às terças, o museu fica aberto até as 22h.
Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia entrada), com entrada gratuita aos sábados

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